"Romeu: Senhora, eu juro pela lua que prateia o arvoredo...
Julieta: Não jure pela lua, que é inconstante e muda todo mês o seu percurso, para que seu amor não pareça, também, tão instável.
Romeu: Por que, então, devo jurar?
Julieta: Não jure por nada, ou jure simplesmente por você mesmo, que é deus da minha devoção. Assim, eu creio.
Romeu: Se o meu amor sincero...
Julieta: Não, não jure! Embora eu esteja tão alegre, não me alegra um pacto assim, noturno, irrefletido, súbito, como um relâmpago que se apaga antes mesmo que possamos dizer: um raio! Boa noite, meu querido: que a brisa do verão amadureça este botão de amor, quando nos virmos outra vez, e faça dele uma flor. Repouse seu coração na doce calma, igual à que agora o amor me faz sentir."
Romeu e Julieta (William Shakespeare)
Segundo Ato, Cena II